quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Eu vou para o mar...


Os dias vão passando e eu fico pensando quem sou, onde estou, de onde venho, para onde irei...
São tantos os questionamentos, que fico sem alento, fico sem chão...
Nem Clarice, nem Espanca, já nem as leio, elas de mim se cansam e eu fico sem eixo, sem nexo, sem sexo...
Quero ver o sol nascer e também se pôr, quero a onda me levando, mas até onde eu possa enrijecer-me...e secar-me nesse sol que aquece minh'alma do(rm)ente...
Quero sentir o sal desse mar grande, tão imenso como o horizonte, tão salgado como minhas lágrimas, mas tão doce como meus sonhos.
Quero ouvir o som da brisa passando pelas orelhas e zunindo fino como que contando segredos que só eu possa saber...
Sim, vou para esse mar, quero lá deixar, como de raro costume, todas as minhas agruras e renovar minhas esperanças, que são tantas!
É naquela mudança constante d'água que sinto-me renovada, eu molho o corpo e todo o meu ser, é um contato tão íntimo com a natureza, é Deus que ali se faz com certeza, é um momento de puro prazer!
Nada melhor que uma entrada de ano para anotar todos os planos, banhar-se e comtemplar todas as belezas que um ser humano possa reconhecer.
Vou para o mar, sentarei no chão, n'areia, vou brincar de ser sereia, vou entoar cantos de alegria e fé, vou pisar com o pé direito a primeira onda que eu pular, eu vou, eu vou para o mar...
Jan de IanSá, poucos momentos antes de ir para o mar para ver, sentir e viver a virada do ano!
Gravura de Iemanjá: quadro pintado por Lídia de Almeida

2 comentários:

uberto stabile disse...

quién fuera mar.....

Jan de IanSá disse...

Querido e dileto Uberto, é muito bom vê-lo pelo mar!

Beijos vermelhos de vida em sua alma!